“O fato ocorrido aqui retratado é baseado numa história real vivida por mim, Thiago Costa Santiliano em junho de 2011”.
Tudo começou em junho. Numa sexta-feira. O dia começara nublado depois de uma longa noite fria e chuvosa. Eu me levantei às 6h da manhã para um novo dia de trabalho. Como sempre era de costume eu trabalhava no bairro Itapuã, a oeste do ponto de abastecimento dos Agentes de Endemias. Tudo corria bem. Nós pegávamos nosso material de trabalho e às 07h30minh saíamos para nossos devidos bairros.
Neste dia eu estava treinando um novo agente no bairro Itapuã. Fizemos a parte baixa e logo após, bem próximo às 09h30minh decidimos fazer a parte alta. Eu e o outro agente começamos a subir a rua Projetada Pedra Riscada, praticamente a rua mais alta do bairro. No local havia muita lama e estava bem escorregadia. Mas tínhamos que subir do mesmo jeito para irmos à primeira casa da rua.
Logo acima da rua, há umas pedras gigantescas uma por cima da outra. Devido as posições que se encontram, pode-se encontrar entre uma e outra cavernas e muitos cacos de pedras. Como estávamos em dois e o terreno estava muito molhada, eu pedi para o novo agente ir até a casa e eu enquanto isso ia até as cavernas para eliminar alguns possíveis depósitos de água que lá se encontravam.
Quando cheguei até a grande fenda entre uma rocha e outra, comecei a sentir um forte mal-estar. Minha visão começou a ficar meio turva e um forte aperto tomou conta do meu peito. Era como se eu estivesse sentindo a falta de alguém. Uma forte saudade. Me lembro de ter visto no local uma camiseta, um par de tênis e um colchão velho, encostados na pedra. Logo depois não me lembro de mais nada do que aconteceu. Eu entrei numa espécie de transe. Depois de um tempo eu voltei a si dando um forte suspiro. Logo comecei a escutar o novo agente me chamando. Então eu deixei tudo para trás e fui ao encontro dele. O mais estranho disso tudo, é que ele me perguntou onde eu estava, pois ele já estava me chamando a uns 20 minutos. E eu na verdade não havia escutado nada. Sendo que a distancia que eu estava dele era de apenas uns 30 metros. Ao me ver ele me perguntou se aconteceu alguma coisa comigo, e eu apenas respondi que não tinha me sentido bem lá. Daí então, seguimos com o trabalho até o fim do dia.
No decorrer do dia não dei muita a atenção para aquilo que tinha acontecido nas pedras do bairro Itapuã.
Naquela noite de sexta-feira, depois de um dia de longo trabalho, eu como sempre jogava um pouco no computador e depois assistia televisão antes de dormir. Era entono de meia noite quando me deitei para assistir uma série do SBT. O sono não vinha de forma alguma. Eu me revirava de um lado para o outro e nada. E as horas foram passando em meio a madrugada. Beirava às 3 da manhã quando comecei a cochilar. Foi ai que alguma coisa subiu em minha cama. No momento toda a cama balançou e um forte estalo soou em meu quarto. Eu estava de lado, virado para a parede e de olhos fechados, quando a tal coisa me empurrou contra a cama e começou a me empurra sobre a mesma. Aquilo estava me forçando contra o colchão. Como se estivesse me tentando sufocar. O medo era tão grande que meu corpo começou a tremer, foi ai que resolvi abrir os olhos. O quarto não estava tão escuro, pois a TV estava ligada. Mas o que vi foi realmente apavorante. Uma sombra negra em forma de uma figura humanóide se projetava na parede. Parecia que ela estava em pé atrás de mim. Na altura da cabeceira da cama. Então eu fechei nova mente os olhos e comecei a rezar, pedindo a Deus que mandasse aquele espírito ou demônio para longe de mim. Quanto eu mais rezava, mais a sombra me apertava. Eu já estava ficando sem ar, e foi aí que eu me lembre de que naquela semana eu estava fazendo a “Novena das Mãos Ensangüentadas de Jesus” e comecei a dizer em voz alta alguns versos da novena. E então a sombra começou a me largar até que desapareceu.
Depois do ocorrido continuei rezando de olhos fechados até o dia amanhecer. Eu não queria de forma alguma abrir os olhos. Pois eu tinha medo de que aquela perturbação ainda estivesse no meu quarto. Já de manhã, me levantei e contei para a minha mãe sobre o que aconteceu comigo naquela noite. Ela apenas me disse que deveria ter sido um sonho. Mas eu tinha certeza que não foi. Pois eu me lembro bem de todo o ocorrido e do que estava passando na TV naquela hora. Foi então que comecei a perceber que aquela atividade paranormal estava ligada com o que acontecera comigo nas cavernas no bairro Itapuã na manhã passada.
Pesquisei em alguns sites relacionados a estes fenômenos e muitos estudiosos no assunto dizem que estes casos, quando entramos num lugar onde vaga um espírito ou demônio, se nossa energia estiver muito baixa, estes fenômenos costumam seguir as pessoas, e enfim, encostar a elas. E o que me lembro depois, é que aquela semana eu estava muito estressado e cassado devido a forte rotina de trabalho, e que talvez tenha sido que atraiu o tal fenômeno. Na noite seguinte eu não conseguia parar de pensar na noite passada. Mas me impus a enfrentar o tal fenômeno caso eles aparecesse novamente. Mas ele não apareceu. E agradeço muito a Deus por isso!
Todos que me conhecem pessoalmente sabem que sou super curioso quando se trata de fenômenos paranormais. Isso é uma das qualidades do meu signo, TOURO. Eu admito que fiquei com muito medo na hora, pois aquela foi a primeira vez que tive uma experiência direto com um espírito. Mas sempre que eu puder, continuarei pesquisando, investigando e sempre procurando entender e identificar estes fenômenos.
No entanto, deixo um recado a todos. “Rezem com muita fé e clamem o nome de Deus... pois foi ELE que me ajudou e me protegeu em um dos momentos mais sufocantes e aterrorizantes de minha vida!”
(Se você tem uma história sobrenatural que te assombra ou caso conheça relatos de outras pessoas, mande-me um e-mail para thiagocsantiliano@gmail.com e conte sua história ao mundo! Seus direitos autorais serão preservados ou caso não queira que o nome dos personagens reais e do autor aparecem, usaremos nomes fictícios para preservar sua identidade.)Thiago Costa Santiliano
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