terça-feira, 15 de maio de 2012

A Foto

Havia um jovem rapaz que um dia foi a uma loja tirar uma foto 3x4. O esquema da loja era o seguinte: a pessoa tirava a foto e aguardava ela ser revelada. As fotos reveladas eram colocadas num cesto até os donos das fotos irem pegá-las. Ele tirou sua foto e aguardou. Quando foi buscar a foto já revelada, viu a foto de uma jovem mulher abaixo da sua. A beleza da garota o impressionou muito. Tanto que ele perguntou ao balconista quem era a jovem. Estranhamente, o balconista respondeu que não se lembrava de ter visto a jovem entrar e tirar a foto.

O jovem resolveu ficar com a foto, e deixou seu telefone com o balconista. Se ela aparecesse, o balconista entregaria o número de telefone do rapaz. O rapaz se foi com a foto, mas não conseguia parar de pensar na mulher da foto. Quem seria? Sua fixação foi tanta que ele arrancou as fotos de sua namorada dos porta-retratos e colocou a foto da desconhecida no lugar.

Até mesmo no trabalho ele não parava de pensar nela. Sua namorada telefonou e ele foi grosso com ela, pois agora só pensava na jovem desconhecida. Ele decide ir à loja de fotos para ver se o balconista teve alguma notícia da garota. No caminho, a pé, ele vê a garota num carro. É ela! Ele sai correndo, mas o carro já virava a esquina. Desapontado, ele volta ao emprego. No dia seguinte, sua namorada liga novamente, e ele termina tudo com ela. Como poderia pensar nela sabendo que a mulher da sua vida poderia ser a garota da foto? Foi uma paixão à primeira vista, ele não pensava em outra coisa. Até mesmo foi falar com seu chefe e pediu demissão!

O telefone toca. É o balconista da loja de fotos. Ele viu a garota passando e telefonou. Imediatamente, o jovem se dirige à loja. Porém, na frente da loja, ele é atropelado e morre.

O balconista ouve barulho de foto sendo tirada. Mas ninguém havia entrado... Ele se dirige ao cesto e vê. Uma foto com a misteriosa garota ao lado do rapaz que acaba de morrer.

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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Conto do Além


      O conto que segue tem como procedência a publicação feita nos anos 50 pela revista "Incrível! Fantástico! Extraordinário! De autoria de Henrique Foreis Domingues, mais conhecido como "Almirante". Seus contos eram sempre assombrosos e muitos dos quais, baseados em fatos verídicos. E dentre suas inúmeras histórias, uma foi ocorrida durante a estada do famoso "Circo Atlântico" em Mimoso do Sul - ES. Tal acontecimento foi narrado por minha saudosa Avó Aracy Marques Pires que possuía a revista e assim reunia seus netos para contar casos, principalmente os assombrosos e nós adorávamos! E assim tudo aconteceu...

      Antigamente nossa cidade recebia muitos circos importantes como: Circo dos Irmãos Temperani, Gran Bartolo Circus, Circo Garcia,  Royal Imperial Circus...  Pois a presença de espectadores nas apresentações em Mimoso era uma tradição conhecida pelos circenses e assim criou-se uma rota obrigatória destes famosos circos por aqui. Mas um fato muito estranho aconteceu por volta de 1950 quando aqui chegou o luxuoso "Circo Atlântico" que foi motivo de alegria e animação.O circo era composto por vários animais como: Leões, Tigres de Bengala, Elefantes Indianos, Cavalos amestrados, palhaços, trapezistas, mágicos, malabaristas e muitas outras atrações! Sua colorida e gigantesca lona era sinônima de grandeza e imponência. 

          Mas dias antes que antecederam a estréia do circo, a presença sinistra de um cachorro preto que por ali apareceu e permaneceu despertou a curiosidade dos proprietários e participantes do referido circo, pois a partir desse momento fatos estranhos começaram a acontecer... Os animais passaram a ficar agressivos com os domadores, crianças se machucaram em treinamentos, uma grande haste metálica se soltou ferindo um dos ajudantes na montaria do circo... A esposa do proprietário do circo por nome Madalena, passou a ficar incomodada com a presença do cachorro que sempre a olhava vigilante com olhar fixo e penetrante e ainda relacionados aos fatos ocorridos após sua chegada, pediu ao esposo para retirar o animal das dependências do circo, e assim seu esposo o fez, capturando-o e levando-o até bem distante da cidade para solta-lo, pensando assim por fim ao problema. Mas ao retornar as dependências do circo, percebeu que o mesmo cachorro preto novamente ali estava! Sem entender o que aconteceu, prendeu-o numa jaula e ali o deixou. A noite os animais nervosos se agitavam, talvez provocados pelos incessantes uivos do cachorro negro em sua jaula. 

        No dia prezado para a estréia do espetáculo circense, Mimoso do Sul se fez presente em grande público, e assim naquela noite, novos e apavorantes acontecimentos começaram a acontecer. O talentoso e habilidoso atirador de facas atingiu a perna de sua própria esposa durante a apresentação que teve que ser socorrida e levada ao nosso hospital... E a apresentação não pode ser interrompida, em outro momento o trapezista se despencou de uma altura de 03 metros enquanto subia para o ponto máximo da apresentação, não foi possível fazer o números com nenhum dos animais presentes no circo, pois a agressividade com seus próprios domadores era impressionante! 

           Devido a estes fatos os provocadores de risos "Os Palhaços" não possuíam encenação de agrado algum aos presentes!Infelizmente uma catástrofe a apresentação do famoso Circo Atlântico na cidade de Mimoso do Sul, que no outro dia desarmou sua lona e se dirigiu para o município vizinho de Campos dos Goytacazes, e a última noticia que se teve, foi que em momento da instalação de cobertura da lona do circo a mesma incendiou-se pondo fim definitivamente em um dos mais belos e catastróficos circos de todos os tempos.  

Renato Pires Mofati
(Se você tem uma história sobrenatural que te assombra ou caso conheça relatos de outras pessoas, mande-me um e-mail para thiagocsantiliano@gmail.com e conte sua história ao mundo! Seus direitos autorais serão preservados ou caso não queira que o nome dos personagens reais e do autor aparecem, usaremos nomes fictícios para preservar sua identidade.)  

Demônio da Porteira


A história que lhes contarei foi vivida por um agricultor de Mimoso do Sul na década de 1990 na Comunidade da Pratinha.

Na calada da noite de março de 1990, Vinícius um agricultor mimosense lavava o curral de sua propriedade com mais dois caseiros lhe ajudavam nos serviços de ordenhas e alimentação do gado leiteiro. Todos os dias de manhã após as ordenhas, o gado era solto no vasto pasto da propriedade e era recolhido ao por do sol.
Neste dia 19 de março, um dos caseiros notou que estava faltando um dos bezerros no curral. E se propõe a sair para procurá-lo.

A noite estava meio fria. Vinícius decide ir junto com o caseiro ao pasto para procurar o bezerro perdido. Vinícius torce para que o bezerro não tenha entrado na mata da Serra das Torres, caso contrário, seria bastante difícil de encontrá-lo mesmo de dia, sendo que a mata é muito densa e fechada.

Os dois decidiram formar um círculo em volta das extremidades da propriedade. E nada do bezerro aparecer. Foi quando o caseiro avistou em meio à escuridão a porteira que fazia divisa da propriedade com a mata aberta. Logo ele chama Vinícius e diz que o bezerro deve ter entrado na mata. Vinícius decide fazer uma busca nos primeiros 100 metros dentro da mata, aproveitando a luz do luar que acabara de nascer dentre as montanhas da Serra das Torres.

Faltavam apenas 2 minutos para a meia noite. Vinícius e o caseiro desceram dos cavalos equipados de lanternas e um facão, e a exata meia noite em ponto os dois passam pela porteira que divide a mata. Vinícius deixa a porteira bater ao ser fechado. Nesse momento um silêncio aterrorizante paira no ambiente.

De repente, uma criatura tenebrosa surge correndo atrás dos dois, com uivos de estremecer os ossos. Vinícius e o caseiro correm loucamente para dentro da mata. Eles não sabiam o que era. Só perceberam que era uma criatura sem pelos, cor quase negra, andava meio curvado e com longos braços. A criatura misteriosa ainda continuava correndo atrás dos dois. Como se os forçassem a entrar cada vez mais para o interior da mata. Mas o caseiro conhecia bem as trilhas que cortavam a mata, pois desde criança fora criado ali. O caseiro agarra o braço o braço de Vinícius e o puxa bruscamente para o lado com a intenção de guia-lo para outra trilha que os levaria de volta para porteira.

A medida que os dois corriam a criatura emitia rugidos com super ecos como se estivesse de comunicando com a floresta ou outra criatura. Logo os dois avistam a mesma porteira que entraram e seguem em disparada. De repente surge uma outra criatura atrás deles. Os dois pulam a porteira e percebem as criaturas param. Por algum motivo elas não podiam passar através da porteira. Os dois muito assustados pegam os cavalos e voltam para a sede da propriedade.

Bem mais calmos e recuperados do susto, Vinícius e o caseiro conversam com o outro que tinha ficado no curral sobre o que presenciaram e tentando descobrir que criaturas apavorantes eram aquelas.

No dia seguinte de manhã o caseiro volta à mata para ver se encontrava o bezerro perdido. O que encontrou? Apenas os cascos patas do bezerro e nada mais. Nem uma gota de sangue derramado, nem o couro e nem a ossada do animal.

Meses depois Vinícius vende a propriedade e vai morar no Rio de Janeiro. Já os caseiros, também não residem mais em Mimoso.

De lá para cá, muitas pessoas relataram serem perseguidas por criaturas após baterem porteiras à meia noite em outras localidades de Mimoso como Dona América, São Pedro e também em Conceição. Muitos afirmam que estes acontecimentos acontecem somente na quaresma, mas muitos destes ocorridas também se procederam em outros períodos. Até hoje, ninguém das pessoas também perseguidas não conseguiram identificar que criatura era aquela. Só afirmam uma coisa, “Nunca batam uma porteira a meia noite, pois o Demônio da noite correrá atrás de você!”.

Obs.: Os personagens aqui relatados são fictícios com o intuito de preservar a identidade dos atuais protagonistas da história.

Thiago Costa Santiliano

(Se você tem uma história sobrenatural que te assombra ou caso conheça relatos de outras pessoas, mande-me um e-mail para thiagocsantiliano@gmail.com e conte sua história ao mundo! Seus direitos autorais serão preservados ou caso não queira que o nome dos personagens reais e do autor aparecem, usaremos nomes fictícios para preservar sua identidade.) 

Assobio da Madrugada

“A história apresentada aqui fora contada por um parente meu, onde segundo ele, o fenômeno ocorreu por volta de 1960 nas proximidades de Mimoso do Sul”

Era por volta de 1960. Dois pescadores saíram à tardinha para pescarem no rio Muqui do Sul, logo abaixo da antiga Usina Hidroelétrica Rubens Rangel, uns 5 km do centro de Mimoso.  Carlos e Marcos saiam para pescar todos os finais de semana depois de uma semana de trabalho duro e cansativo. Os dois naquela tarde de sábado, saíram pelas ruas de bicicleta equipados com varas de pescar, água, lanternas e um saco rumo a Usina, onde sempre buscavam os melhores peixes. Era temporada de piabinhas, onde até muitas pessoas buscavam pescar pela grande variedade de peixes, que sempre ocorria em uma determinada época do ano.
Naquele sábado Carlos e Marcos ao chegarem à Usina, se deparam com muitas pessoas às margens do rio, e decidem descer um pouco mais o rio em busca de um lugar mais tranquilo. Decidiram tomar aposento debaixo de uma grande mangueira. O lugar era até melhor que na Usina, pois não havia tantos mosquitos e borrachudos. Logo os dois lançam as primeiras iscas ao rio.
A pesca estava maravilhosa. Os dois juntos já havia pescado em 2h quase 2,5 kg de piabinhas. Fato que isso não era possível na Usina devido o barulho de tantas pessoas. Pois isso assustava os peixes. Os dois permaneceram por lá até a madrugada. Quase beirando às 3h da manhã. A noite estava mais calada, sendo que muitos já deixaram a Usina desde a meia noite.
O saco estava um pouco à cima da metade de peixes. Aquela havia sido uma das melhores pescarias dos dois. Carlos resolve ir a um arbusto para aliviar sua bexiga, enquanto seu amigo Marcos juntava coisas para irem embora, pois já haviam pescado o suficiente.
Assim que se aliviou, Carlos se depara com o som de um assobio atrás de uma pedra, a sua frente. Carlos não dá atenção e chama por Marcos. Para ele só podia ser Marcos, pois não tinha mais ninguém por ali. Mas logo Carlos começou a perceber que aquilo não vinha de Marcos e decidira ir até a pedra para ver o que era. Lá Carlos se depara com uma espécie de criatura agachada cheio de pelos nas costas e cabelos avermelhados. Carlos corre ao encontro de Marcos desesperado. 

Enquanto isso a beira do rio já com tudo pronto, marcos percebe que Carlos está demorando de mais e decide ir atrás dele. Marcos se depara com Carlos muito assustado pedindo para pelo amor de Deus, eles fossem logo embora dali. Marcos sem entender pede para ele se acalmar e dizer o que estava acontecendo. Carlos diz a ele que ouviu um assobio e que, quando foi ver, era uma assombração. Marcos não acreditou e voltou para pegar o saco de peixe que havia sumido. Carlos logo deduziu que foi a assombração quem pegou o saco. Marcos começa a procurar pela beira do rio, quando o assobio começou a soar novamente. Marcos grita para quem estivesse fazendo aquela brincadeira de mau gosto, parasse logo com aquilo. Foi quando algo começou a balançar os galhos do pé de maga. Marcos aponta a lanterna para o alto da árvore e vista um grandioso olho vermelho reflectido pela luz. Marcos sai correndo deixando a lanterna para trás. Carlos logo segue atrás dele. Enquanto se afastavam do local do ocorrido, mais uma vez o tenebroso assobio começa novamente, como se estivesse os seguindo.
No dia seguinte, passado o susto que sofreram na madrugada passada. Carlos e Marcos afirmam que o que viram naquela madrugada de sábado para domingo, foi um curupira (que no dito popular é uma criatura [ser] com os pés virados para trás do folclore brasileiro, protetor dos animais e da floresta.). Muitos não acreditaram neles. Mas, segundo os dois, eles tinham certeza do que virão. E que aquilo não era apenas um dessas histórias de pescador. Aquilo era real!

Obs.: Os personagens aqui relatados são fictícios com o intuito de preservar a identidade dos atuais protagonistas da história.

Thiago Costa Santiliano

(Se você tem uma história sobrenatural que te assombra ou caso conheça relatos de outras pessoas, mande-me um e-mail para thiagocsantiliano@gmail.com e conte sua história ao mundo! Seus direitos autorais serão preservados ou caso não queira que o nome dos personagens reais e do autor aparecem, usaremos nomes fictícios para preservar sua identidade.) 

Presença Sombria

“Os fatos contados aqui foram relatados por Maria do Carmo Costa, minha avó materna. Segundo ela, os fatos ocorreram entre os anos de 1945 e 1950 em Mimoso do Sul, ES.”


A noite estava quente na pequena cidade de Mimoso do Sul por volta de 1945, em pleno ano do fim da Segunda Guerra Mundial. Por sua vez, Mimoso ia crescendo ainda mais devido ao comércio de café, que se mantia forte. Como costume a época, era muito comum pessoas saírem de suas casa em noites quentes para papearem com seus parentes e amigos, tanto em praças quanto em frente de suas próprias casas.
    
Não muito distante dali, no Distrito de Dona América, minha avó e dentre outros parentes moravam na comunidade do Pastinho, próximo a linha férrea. A convivência na roça, por sua vez, era bem difícil. Mas foi com este sustento que minha avó conseguiu criar minha mãe e os todos os meus tios. Pelo fato de alguns parentes morarem perto, era comum fazerem o percurso a pé ou a cavalo para visitarem meu bisavô. Foi numa dessas visitas que algum estranho e incomum acontecera naquela época.
    
Segundo minha avó, um primo seu fora visitar meu bisavô numa noite de verão a cavalo, sendo que ele adorava sair a noite para cavalgar ou passear a pé pelas estradas. Este primo morava a uns 25 minutos da casa de meu bisavô. No trecho percorrido haviam duas porteiras e trecho dentro de uma mata. O primo de minha avó seguia tranquilo pela estrada. Eram mais ou menos umas 08h30minh da noite. Ao se aproximar da primeira porteira, o cavalo começa a ficar mais agitado e com a respiração ofegante. O cavaleiro não deu atenção ao comportamento do cavalo e segui em frente. Segundo ele a noite naquela hora estava clara. Pois era lua cheira. Então, o caminho era bem visível para ele. 

Ao passar pela primeira porteira, o primo de minha avó começou a estranhar o modo como o cavalo respirava. Como se estivesse perdendo o seu fôlego. Foi então que ele sentiu algo se pondo a montar à traseira do cavalo. Logo ele sentiu um forte arrepio, e sabia que algo de anormal estava acontecendo as suas costas. Sem olhar para traz, seguiu olhando fixamente para frente. Tentando parecer que nada estivesse acontecendo. Porém, o andar do seu cavalo parecia ficar cada vez mais pesado. Como se tivesse uma tonelada sobre seu lombo. Já passara uns 3 minutos e nada daquilo parar. Logo à frente, o primo de minha avó entraria no pequeno trecho dentro da matinha que lá se encontrava. E a coisa começou a piorar. Pois o trecho da estrada que cortava a mata, era mais escuro. Pois a luz da lua não penetrava por completo através as árvores.
O primo de minha avó permanecera sem ação. Apenas olhava para frente e levemente batia com pedaço de bambu o lombo do animal, que a cada passo, diminuía ainda mais o seu ritmo. O corpo do cavaleiro começou a se arrepiar depois que sentira uma forte respiração suspirar sob seu pescoço. Nessa hora, fechara os olhos, e pedira a Deus que, por favor, acabace logo com aquela situação tenebrosa. A tal coisa que montara a traseira do cavalo, repelia sopros frios e quentes às costas do primo de minha avó. E a cada minuto o acontecimento aumentava.
Foi aí então que surgira a sua frente, a segunda e ultima porteira que dava acesso a casa de meu bisavô. Ao passar por ela, o cavalo começou a se aliviar aumentando assim o seu ritmo. Logo primo de minha avó percebera que a coisa que montar no cavalo se refugiou dentre a mata. Mas continuou seguindo em frente sem olhar para traz. Mas tinha certeza que aquilo não estava mais lá. No momento que o cavalo passou a ficar mais leve, uma leve risada fora ouvida por ele entrando e sumindo na mata.
Ao checar a casa, quase às 9h da noite, meu bisavô fora recebê-lo no quintal e logo percebeu que algo havia acontecido com seu sobrinho e no mesmo instante perguntou o que tinha acontecido, pois ele estava muito pálido e gelado. “Ah, tio. Estou muito nervoso. Eu vi uma assombração.” Disse ele. Logo meu bisavô o pusera para dentro de casa.
No dia seguinte, o primo de minha avó disse que aquele fora a pior experiência que já havia passado em sua vida. Ele jamais voltou a andar sozinho a noite. Com medo de que aquilo voltasse. E o cavalo logo após chegar a casa, seguiu em disparada morro a cima, por traz da casa de meu bisavô, e só descera de lá, cinco dias depois.




Thiago Costa Santiliano
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Fazenda dos Caixões

Por volta de 1960, o casal Honório Mofati e Mariza Pires Mofati juntamente com seus filhos ainda bêbes (Isabel Cristina e Renato) mudam-se para uma propriedade rural com um nome bem estranho "Fazenda dos Caixões" localizado na região da Cachoeira Alta (Rio Preto) em Mimoso do Sul. A casa ficava no alto de uma colina de onde se avistava grande parte da propriedade, ao fundo corria um riacho e que suas aguas impulsionava um velho moinho de fuba.
Para que as tarefas da propriedade fossem realizadas, seu Honório contratou um casal de amigos por nome Seu Totonho e dona Maria e estes vieram com seus filhos, e assim se tornaram os colonos. Dona Mariza criada na sede de Mimoso do Sul mais especificamente na rua da serra, não se acostumava de forma alguma com aquele lugar, muito silencioso e distante de tudo e de todos! O canto de siriemas, Anú, Arutau e Gavião Cova a deixava ainda mais angustiada, e sempre dizendo ao esposo que aquele lugar a deixava apavorada e muito nervosa e insistentemente pedia para que o esposo vendesse a propriedade e se mudassem para outro lugar! O esposo resolveu atender o pedido da esposa... mas em um dos dias que ainda se seguiram na propriedade, o casal Honório e Mariza, convidaram alguns amigos e em especial os colonos Totonho, Maria e os filhos para irem a sua casa tomar um leite quente acompanhado de rosquinhas fritas, era um més frio de junho e no ceu uma lua cheia ajudava a clarear toda a terra.O horário estava marcado por volta de 07:00 horas da noite. 
Então no horario aprazado O Sr. Honório liga o rádio que funcionava a pilhas, acende o velho lampião e fica no aguardo dos amigos. O relógio marcava 07:00 e ainda ninguem aparecera para o convite, mais uma hora se passou e ninguem surgiu... Seu Honório disse que eles deveriam estar em alguma ladainha ou reza, pois isso era comum na roça. Por volta de 09:00 horas da noite, reslveram dormir pois ninguem aparecera. As crianças já dormiam tranquilamente... Por volta de meia noite escutaram conversar de gente, latidos de cachorros a uma certa distancia! Seu Honório se levantou e olhou da janela... O luar refletia vultos vindo em direção a casa por uma estrada, logo chamou a esposa para acender o fogão e aquecer o leite e as rosquinhas. O som de vozes ia aumentando a medida que se aproximavam da casa, e assim perceberam que não se tratavam dos amigos, mas algo estranho pois não se via o complemento de corpos (cabeça, membros) e sim reflexos brancos que pareciam flutuar! Aquela cena apavorante ficou ainda por alguns minutos e segui estrada a fora! Apavorados o casal buscou refugio em orações e juntos dos filhos pediram a proteção divina! A noite se seguiu tranquila... No outro dia oo Sr. Honório foi até a casa do colono Totonho para indagar sobre o ocorrido, se eles passaram por lá a noite vestidos de branco e não chegaram... Elee disse que o filho Aristeu passou mal e não puderam sair. Com relação ao ocorrido o Seu Totonho disse que muita gente já presenciou este fato e que ali naquele moinho aos fundo da casa muitas pessoas morreram. e até já viram caixões seguirem o leito do rio, dai o nome Fazenda dos Caixões! Ao tomar conhecimento do fato, Dona Mariza que já tinha motivos de sobra para se mudar do lugar, não ficou mais por ali nem mais um dia! Veio novamente para Mimoso e nunca mais voltou ao lugar! Ficando apenas a lembrança de momentos assombrosos que pairam sobre o lugar!
Renato Pires Mofati
(Se você tem uma história sobrenatural que te assombra ou caso conheça relatos de outras pessoas, mande-me um e-mail para thiagocsantiliano@gmail.com e conte sua história ao mundo! Seus direitos autorais serão preservados ou caso não queira que o nome dos personagens reais e do autor aparecem, usaremos nomes fictícios para preservar sua identidade.)  

A Perigosa Brincadeira do Copo

Quatro jovens resolveram fazer uma brincadeira um pouco fora do comum para sua idade. Um deles leu em uma revista de esoterismo como fazer o jogo do copo. Um sistema de comunicação com o além chamado OUIJA.

Um dos garotos sabia que seu pai tinha um tabuleiro. Resolveram comprar um copo e começar a sessão. Esperaram seus pais saírem de casa para acenderem as velas na sala e iniciar os trabalhos. Algumas rezas, piadas e movimentos dos garotos no copo, um deles resolve fazer as perguntas sérias:

- Tem alguém ai?

E o copo se movimenta para o sim

- Qual é o seu nome?

E o copo vai para a palavra não.

- Você é homem ou mulher?

O copo treme repentinas vezes e para. Os jovens começam a gostar da brincadeira:

- Você era careca?

Todos caem na gargalhada e o copo não sai do lugar.

- Como você morreu?

O copo volta a tremer mas não sai do lugar. Os rapazes insistem e a pergunta foi repetida três vezes, até que o jovem que perguntava pede uma prova da existência de um espírito na sala:

- Se há alguém nessa sala, dê um sinal.

Nesse momento o telefone toca repentinamente. Eram 22:00. Os jovens ficam assustados num primeiro instante, mas depois se acalmam e começam a dar risada da situação. Da coincidência do telefone tocar. Eles não atendem ao telefone e o mesmo para de tocar. Depois de um pouco de hesitação, decidem voltar a brincadeira.

De volta ao tabuleiro, o jovem repete a pergunta:

- Tem alguém ai? Dê-me uma prova que você está ai...

Novamente o telefone toca. As crianças ficam assustadas e deixam o tabuleiro cair. As peças se perdem pela sala enquanto os ruídos incessantes do telefone ecoam por toda a casa. Os jovens criam coragem e resolvem atender ao telefone. Num lançe de desespero e impulsionado pelos amigos, o jovem pega o telefone e diz com uma voz tremula:

- Alô?

Silencio absoluto. Algumas gargalhadas dos garotos e mais uma tentativa:

- Alô? Alô? Tem alguém ai? Em tom de brincadeira

Mas, ao invés de silêncio, uma voz sai do fone:

- Essa é a prova

Todas os jovens saem correndo de casa, desesperados, pedindo a Deus por suas vidas e prometendo nunca mais brincar com os mortos.

por Apocalipse2000

 Deixo um recado a todos: "Jamais façam a brincadeira do copo! Isso é coisa séria. Muitos que fizeram esta brincadeira se deram muito mal e há relatos também de que alguns morreram horas, dias e meses depois de terem mexido com forças do além".
Thiago Costa Santiliano