A história que lhes contarei foi vivida por um agricultor de Mimoso do Sul na década de 1990 na Comunidade da Pratinha.
Na
calada da noite de março de 1990, Vinícius um agricultor mimosense
lavava o curral de sua propriedade com mais dois caseiros lhe ajudavam
nos serviços de ordenhas e alimentação do gado leiteiro. Todos os dias
de manhã após as ordenhas, o gado era solto no vasto pasto da
propriedade e era recolhido ao por do sol.
Neste dia 19 de março, um dos caseiros notou que estava faltando um dos bezerros no curral. E se propõe a sair para procurá-lo.
A
noite estava meio fria. Vinícius decide ir junto com o caseiro ao
pasto para procurar o bezerro perdido. Vinícius torce para que o
bezerro não tenha entrado na mata da Serra das Torres, caso contrário,
seria bastante difícil de encontrá-lo mesmo de dia, sendo que a mata é
muito densa e fechada.
Os
dois decidiram formar um círculo em volta das extremidades da
propriedade. E nada do bezerro aparecer. Foi quando o caseiro avistou em
meio à escuridão a porteira que fazia divisa da propriedade com a mata
aberta. Logo ele chama Vinícius e diz que o bezerro deve ter entrado
na mata. Vinícius decide fazer uma busca nos primeiros 100 metros
dentro da mata, aproveitando a luz do luar que acabara de nascer dentre
as montanhas da Serra das Torres.
Faltavam
apenas 2 minutos para a meia noite. Vinícius e o caseiro desceram dos
cavalos equipados de lanternas e um facão, e a exata meia noite em
ponto os dois passam pela porteira que divide a mata. Vinícius deixa a
porteira bater ao ser fechado. Nesse momento um silêncio aterrorizante
paira no ambiente.
De
repente, uma criatura tenebrosa surge correndo atrás dos dois, com
uivos de estremecer os ossos. Vinícius e o caseiro correm loucamente
para dentro da mata. Eles não sabiam o que era. Só perceberam que era
uma criatura sem pelos, cor quase negra, andava meio curvado e com
longos braços. A criatura misteriosa ainda continuava correndo atrás dos
dois. Como se os forçassem a entrar cada vez mais para o interior da
mata. Mas o caseiro conhecia bem as trilhas que cortavam a mata, pois
desde criança fora criado ali. O caseiro agarra o braço o braço de
Vinícius e o puxa bruscamente para o lado com a intenção de guia-lo para
outra trilha que os levaria de volta para porteira.
A
medida que os dois corriam a criatura emitia rugidos com super ecos
como se estivesse de comunicando com a floresta ou outra criatura. Logo
os dois avistam a mesma porteira que entraram e seguem em disparada. De
repente surge uma outra criatura atrás deles. Os dois pulam a porteira
e percebem as criaturas param. Por algum motivo elas não podiam passar
através da porteira. Os dois muito assustados pegam os cavalos e
voltam para a sede da propriedade.
Bem
mais calmos e recuperados do susto, Vinícius e o caseiro conversam com
o outro que tinha ficado no curral sobre o que presenciaram e tentando
descobrir que criaturas apavorantes eram aquelas.
No
dia seguinte de manhã o caseiro volta à mata para ver se encontrava o
bezerro perdido. O que encontrou? Apenas os cascos patas do bezerro e
nada mais. Nem uma gota de sangue derramado, nem o couro e nem a ossada
do animal.
Meses depois Vinícius vende a propriedade e vai morar no Rio de Janeiro. Já os caseiros, também não residem mais em Mimoso.
De
lá para cá, muitas pessoas relataram serem perseguidas por criaturas
após baterem porteiras à meia noite em outras localidades de Mimoso como
Dona América, São Pedro e também em Conceição. Muitos afirmam que
estes acontecimentos acontecem somente na quaresma, mas muitos destes
ocorridas também se procederam em outros períodos. Até hoje, ninguém das
pessoas também perseguidas não conseguiram identificar que criatura
era aquela. Só afirmam uma coisa, “Nunca batam uma porteira a meia noite, pois o Demônio da noite correrá atrás de você!”.
Obs.: Os personagens aqui relatados são fictícios com o intuito de preservar a identidade dos atuais protagonistas da história.
Thiago Costa Santiliano
(Se você tem uma história sobrenatural que te assombra ou caso conheça relatos de outras pessoas, mande-me um e-mail para thiagocsantiliano@gmail.com e conte sua história ao mundo! Seus direitos autorais serão preservados ou caso não queira que o nome dos personagens reais e do autor aparecem, usaremos nomes fictícios para preservar sua identidade.)
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