quinta-feira, 3 de maio de 2012

Fazenda dos Caixões

Por volta de 1960, o casal Honório Mofati e Mariza Pires Mofati juntamente com seus filhos ainda bêbes (Isabel Cristina e Renato) mudam-se para uma propriedade rural com um nome bem estranho "Fazenda dos Caixões" localizado na região da Cachoeira Alta (Rio Preto) em Mimoso do Sul. A casa ficava no alto de uma colina de onde se avistava grande parte da propriedade, ao fundo corria um riacho e que suas aguas impulsionava um velho moinho de fuba.
Para que as tarefas da propriedade fossem realizadas, seu Honório contratou um casal de amigos por nome Seu Totonho e dona Maria e estes vieram com seus filhos, e assim se tornaram os colonos. Dona Mariza criada na sede de Mimoso do Sul mais especificamente na rua da serra, não se acostumava de forma alguma com aquele lugar, muito silencioso e distante de tudo e de todos! O canto de siriemas, Anú, Arutau e Gavião Cova a deixava ainda mais angustiada, e sempre dizendo ao esposo que aquele lugar a deixava apavorada e muito nervosa e insistentemente pedia para que o esposo vendesse a propriedade e se mudassem para outro lugar! O esposo resolveu atender o pedido da esposa... mas em um dos dias que ainda se seguiram na propriedade, o casal Honório e Mariza, convidaram alguns amigos e em especial os colonos Totonho, Maria e os filhos para irem a sua casa tomar um leite quente acompanhado de rosquinhas fritas, era um més frio de junho e no ceu uma lua cheia ajudava a clarear toda a terra.O horário estava marcado por volta de 07:00 horas da noite. 
Então no horario aprazado O Sr. Honório liga o rádio que funcionava a pilhas, acende o velho lampião e fica no aguardo dos amigos. O relógio marcava 07:00 e ainda ninguem aparecera para o convite, mais uma hora se passou e ninguem surgiu... Seu Honório disse que eles deveriam estar em alguma ladainha ou reza, pois isso era comum na roça. Por volta de 09:00 horas da noite, reslveram dormir pois ninguem aparecera. As crianças já dormiam tranquilamente... Por volta de meia noite escutaram conversar de gente, latidos de cachorros a uma certa distancia! Seu Honório se levantou e olhou da janela... O luar refletia vultos vindo em direção a casa por uma estrada, logo chamou a esposa para acender o fogão e aquecer o leite e as rosquinhas. O som de vozes ia aumentando a medida que se aproximavam da casa, e assim perceberam que não se tratavam dos amigos, mas algo estranho pois não se via o complemento de corpos (cabeça, membros) e sim reflexos brancos que pareciam flutuar! Aquela cena apavorante ficou ainda por alguns minutos e segui estrada a fora! Apavorados o casal buscou refugio em orações e juntos dos filhos pediram a proteção divina! A noite se seguiu tranquila... No outro dia oo Sr. Honório foi até a casa do colono Totonho para indagar sobre o ocorrido, se eles passaram por lá a noite vestidos de branco e não chegaram... Elee disse que o filho Aristeu passou mal e não puderam sair. Com relação ao ocorrido o Seu Totonho disse que muita gente já presenciou este fato e que ali naquele moinho aos fundo da casa muitas pessoas morreram. e até já viram caixões seguirem o leito do rio, dai o nome Fazenda dos Caixões! Ao tomar conhecimento do fato, Dona Mariza que já tinha motivos de sobra para se mudar do lugar, não ficou mais por ali nem mais um dia! Veio novamente para Mimoso e nunca mais voltou ao lugar! Ficando apenas a lembrança de momentos assombrosos que pairam sobre o lugar!
Renato Pires Mofati
(Se você tem uma história sobrenatural que te assombra ou caso conheça relatos de outras pessoas, mande-me um e-mail para thiagocsantiliano@gmail.com e conte sua história ao mundo! Seus direitos autorais serão preservados ou caso não queira que o nome dos personagens reais e do autor aparecem, usaremos nomes fictícios para preservar sua identidade.)  

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