A
noite estava quente na pequena cidade de Mimoso do Sul por volta de
1945, em pleno ano do fim da Segunda Guerra Mundial. Por sua vez,
Mimoso ia crescendo ainda mais devido ao comércio de café, que se
mantia forte. Como costume a época, era muito comum pessoas saírem de
suas casa em noites quentes para papearem com seus parentes e amigos,
tanto em praças quanto em frente de suas próprias casas.
Não
muito distante dali, no Distrito de Dona América, minha avó e dentre
outros parentes moravam na comunidade do Pastinho, próximo a linha
férrea. A convivência na roça, por sua vez, era bem difícil. Mas foi
com este sustento que minha avó conseguiu criar minha mãe e os todos os
meus tios. Pelo fato de alguns parentes morarem perto, era comum
fazerem o percurso a pé ou a cavalo para visitarem meu bisavô. Foi numa
dessas visitas que algum estranho e incomum acontecera naquela época.
Segundo
minha avó, um primo seu fora visitar meu bisavô numa noite de verão a
cavalo, sendo que ele adorava sair a noite para cavalgar ou passear a
pé pelas estradas. Este primo morava a uns 25 minutos da casa de meu
bisavô. No trecho percorrido haviam duas porteiras e trecho dentro de
uma mata. O primo de minha avó seguia tranquilo pela estrada. Eram mais
ou menos umas 08h30minh da noite. Ao se aproximar da primeira
porteira, o cavalo começa a ficar mais agitado e com a respiração
ofegante. O cavaleiro não deu atenção ao comportamento do cavalo e
segui em frente. Segundo ele a noite naquela hora estava clara. Pois
era lua cheira. Então, o caminho era bem visível para ele.
Ao
passar pela primeira porteira, o primo de minha avó começou a
estranhar o modo como o cavalo respirava. Como se estivesse perdendo o
seu fôlego. Foi então que ele sentiu algo se pondo a montar à traseira
do cavalo. Logo ele sentiu um forte arrepio, e sabia que algo de
anormal estava acontecendo as suas costas. Sem olhar para traz, seguiu
olhando fixamente para frente. Tentando parecer que nada estivesse
acontecendo. Porém, o andar do seu cavalo parecia ficar cada vez mais
pesado. Como se tivesse uma tonelada sobre seu lombo. Já passara uns 3
minutos e nada daquilo parar. Logo à frente, o primo de minha avó
entraria no pequeno trecho dentro da matinha que lá se encontrava. E a
coisa começou a piorar. Pois o trecho da estrada que cortava a mata,
era mais escuro. Pois a luz da lua não penetrava por completo através
as árvores.
O primo de
minha avó permanecera sem ação. Apenas olhava para frente e levemente
batia com pedaço de bambu o lombo do animal, que a cada passo,
diminuía ainda mais o seu ritmo. O corpo do cavaleiro começou a se
arrepiar depois que sentira uma forte respiração suspirar sob seu
pescoço. Nessa hora, fechara os olhos, e pedira a Deus que, por favor,
acabace logo com aquela situação tenebrosa. A tal coisa que montara a
traseira do cavalo, repelia sopros frios e quentes às costas do primo
de minha avó. E a cada minuto o acontecimento aumentava.
Foi
aí então que surgira a sua frente, a segunda e ultima porteira que
dava acesso a casa de meu bisavô. Ao passar por ela, o cavalo começou a
se aliviar aumentando assim o seu ritmo. Logo primo de minha avó
percebera que a coisa que montar no cavalo se refugiou dentre a mata.
Mas continuou seguindo em frente sem olhar para traz. Mas tinha certeza
que aquilo não estava mais lá. No momento que o cavalo passou a ficar
mais leve, uma leve risada fora ouvida por ele entrando e sumindo na
mata.
Ao checar a casa,
quase às 9h da noite, meu bisavô fora recebê-lo no quintal e logo
percebeu que algo havia acontecido com seu sobrinho e no mesmo
instante perguntou o que tinha acontecido, pois ele estava muito pálido
e gelado. “Ah, tio. Estou muito nervoso. Eu vi uma assombração.”
Disse ele. Logo meu bisavô o pusera para dentro de casa.
No
dia seguinte, o primo de minha avó disse que aquele fora a pior
experiência que já havia passado em sua vida. Ele jamais voltou a andar
sozinho a noite. Com medo de que aquilo voltasse. E o cavalo logo
após chegar a casa, seguiu em disparada morro a cima, por traz da casa
de meu bisavô, e só descera de lá, cinco dias depois. Thiago Costa Santiliano
(Se
você tem uma história sobrenatural que te assombra ou caso conheça
relatos de outras pessoas, mande-me um e-mail para
thiagocsantiliano@gmail.com e conte sua história ao mundo! Seus
direitos autorais serão preservados ou caso não queira que o nome dos
personagens reais e do autor aparecem, usaremos nomes fictícios para
preservar sua identidade.)
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