“A história apresentada aqui
fora contada por um parente meu, onde segundo ele, o fenômeno ocorreu
por volta de 1960 nas proximidades de Mimoso do Sul”
Era
por volta de 1960. Dois pescadores saíram à tardinha para pescarem no
rio Muqui do Sul, logo abaixo da antiga Usina Hidroelétrica Rubens
Rangel, uns 5 km do centro de Mimoso. Carlos e Marcos saiam para
pescar todos os finais de semana depois de uma semana de trabalho duro e
cansativo. Os dois naquela tarde de sábado, saíram pelas ruas de
bicicleta equipados com varas de pescar, água, lanternas e um saco rumo
a Usina, onde sempre buscavam os melhores peixes. Era temporada de
piabinhas, onde até muitas pessoas buscavam pescar pela grande
variedade de peixes, que sempre ocorria em uma determinada época do
ano.
Naquele sábado
Carlos e Marcos ao chegarem à Usina, se deparam com muitas pessoas às
margens do rio, e decidem descer um pouco mais o rio em busca de um
lugar mais tranquilo. Decidiram tomar aposento debaixo de uma grande
mangueira. O lugar era até melhor que na Usina, pois não havia tantos
mosquitos e borrachudos. Logo os dois lançam as primeiras iscas ao
rio.
A pesca estava
maravilhosa. Os dois juntos já havia pescado em 2h quase 2,5 kg de
piabinhas. Fato que isso não era possível na Usina devido o barulho de
tantas pessoas. Pois isso assustava os peixes. Os dois permaneceram
por lá até a madrugada. Quase beirando às 3h da manhã. A noite estava
mais calada, sendo que muitos já deixaram a Usina desde a meia noite.
O
saco estava um pouco à cima da metade de peixes. Aquela havia sido
uma das melhores pescarias dos dois. Carlos resolve ir a um arbusto
para aliviar sua bexiga, enquanto seu amigo Marcos juntava coisas para
irem embora, pois já haviam pescado o suficiente.
Assim que se aliviou, Carlos se depara com o som de um assobio atrás de uma pedra, a sua frente. Carlos não dá atenção e chama por Marcos. Para ele só podia ser Marcos, pois não tinha mais ninguém por ali. Mas logo Carlos começou a perceber que aquilo não vinha de Marcos e decidira ir até a pedra para ver o que era. Lá Carlos se depara com uma espécie de criatura agachada cheio de pelos nas costas e cabelos avermelhados. Carlos corre ao encontro de Marcos desesperado.
Assim que se aliviou, Carlos se depara com o som de um assobio atrás de uma pedra, a sua frente. Carlos não dá atenção e chama por Marcos. Para ele só podia ser Marcos, pois não tinha mais ninguém por ali. Mas logo Carlos começou a perceber que aquilo não vinha de Marcos e decidira ir até a pedra para ver o que era. Lá Carlos se depara com uma espécie de criatura agachada cheio de pelos nas costas e cabelos avermelhados. Carlos corre ao encontro de Marcos desesperado.
Enquanto
isso a beira do rio já com tudo pronto, marcos percebe que Carlos
está demorando de mais e decide ir atrás dele. Marcos se depara com
Carlos muito assustado pedindo para pelo amor de Deus, eles fossem
logo embora dali. Marcos sem entender pede para ele se acalmar e dizer
o que estava acontecendo. Carlos diz a ele que ouviu um assobio e
que, quando foi ver, era uma assombração. Marcos não acreditou e
voltou para pegar o saco de peixe que havia sumido. Carlos logo
deduziu que foi a assombração quem pegou o saco. Marcos começa a
procurar pela beira do rio, quando o assobio começou a soar novamente.
Marcos grita para quem estivesse fazendo aquela brincadeira de mau
gosto, parasse logo com aquilo. Foi quando algo começou a balançar os
galhos do pé de maga. Marcos aponta a lanterna para o alto da árvore e
vista um grandioso olho vermelho reflectido pela luz. Marcos sai
correndo deixando a lanterna para trás. Carlos logo segue atrás dele.
Enquanto se afastavam do local do ocorrido, mais uma vez o tenebroso
assobio começa novamente, como se estivesse os seguindo.
No
dia seguinte, passado o susto que sofreram na madrugada passada.
Carlos e Marcos afirmam que o que viram naquela madrugada de sábado
para domingo, foi um curupira (que no dito popular é uma criatura
[ser] com os pés virados para trás do folclore brasileiro, protetor dos
animais e da floresta.). Muitos não acreditaram neles. Mas, segundo
os dois, eles tinham certeza do que virão. E que aquilo não era apenas
um dessas histórias de pescador. Aquilo era real! Obs.: Os personagens aqui relatados são fictícios com o intuito de preservar a identidade dos atuais protagonistas da história.
Thiago Costa Santiliano
(Se você tem uma história sobrenatural que te assombra ou caso conheça relatos de outras pessoas, mande-me um e-mail para thiagocsantiliano@gmail.com e conte sua história ao mundo! Seus direitos autorais serão preservados ou caso não queira que o nome dos personagens reais e do autor aparecem, usaremos nomes fictícios para preservar sua identidade.)
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